Espera-galegos

Um estudo da Mesa pola Normalización Linguística evidencia que a nossa língua inexiste no ensino infantil, com percentagens que nom chegam a 5%. Segundo a fonte, estes dados nom som um reflexo da vontade dos pais e das mais relativamente à língua escolar para os seus miúdos mas é o que se chama Realpolitik ou política de factos consumados.

Poderia ser de outra forma? Se dermos um passeio polos sistemas educativos de diferentes lugares do globo constatamos que têm umha funçom sociabilizadora fundamental, rara vezes verbalizada. Felizmente, o ministro de educaçom espanhol é pouco propenso a reviravoltas dialéticas:”Nuestro interés es españolizar a los alumnos catalanes”.

Assim sendo, o sistema educativo espanhol foi criado para criar espanhóis e a forma melhor de garantir um espanhol 100%, bem mais puro que os desnatados leitores deste periódico, é garantir que sejam monolingues em espanhol. A máquina funciona para conseguir isto e funciona mui bem. Nom esperemos algo diferente dela.

Alguns dirám: que maus som!. Outros exclamarám: Fazem isto com o meu dinheiro! Pois, som do pior. O quarto dos lamentos está lá ao fundo à esquerda, nom tem janelas, acomodem-se. Tenham cuidado em nom tropeçar, há muito pessoal. Paciência.

Falando em paciência, em Portugal recebiam o nome de “espera-galego” os fósforos inicialmente feitos de enxofre e que tinham de ser mergulhados em ácido sulfúrico. A demora do processo ligada à ideia de os galegos serem pessoas até indolentes deu nome a estes fósforos: de espera-galego.

E entom, que estaremos a esperar? Nom será tempo de construir, de ensaiar, de errar, de acertar?

outubro 2012

This entry was posted in Em 2012, Língua Nacional. Bookmark the permalink.