Quotidiano

É sábado e a Marisa ergue-se às 10:00. O despertador canta aquilo de “Avião sem asa, fogueira sem brasa…” da maravilhosa gaúcha Adriana Calcanhoto. Com a melodia na cabeça toma duche e depois vai até à cozinha preparar o almoço.

Como fai regularmente, abre o Chuza para ver as notícias selecionadas pola comunidade, especialmente as de Galegoman. No jantar com a malta poderá contornar os temas enlatados e bater papo sobre temas originais, mais oxigenados.

Pega no carro, acende o rádio e sintoniza Galicia por diante, umha entrevista dirigida por Belén Regueira sobre novas profissons. Fai vários recados e vai jantar com o pessoal, onde uma das notícias do Chuza provoca uma conversa intensa dessas do tipo: temos-que-salvar-o-mundo.

De tarde, nom deveria porque é sábado, mas quer preparar uma boa aula sobre história medieval. Abre a wikipédia e procura um artigo sobre Joana a Beltraneja, onde descobre que em Portugal recebe o nome de Joana de Trastâmara ou a “Excelente Senhora”… sabemos como é, a história é de quem a escreve.

Gosta de ouvir música enquanto trabalha, abre a Cotonete e cria uma rádio com Buraka Som Sistema. Na verdade, nunca soubem como é capaz de trabalhar com o Kuduru de fundo… mentes som insondáveis.

Som já às 20:00 horas e duvida entre sair com o pessoal a tomar um licor café ou ficar na casa a ler um livro… ganha a leitura, por uma vez. Pega no último livro da Trilogia Millenium, A Rainha do Castelo de Ar, está mesmo enganchada e hoje dará cabo dele.

Um dia qualquer, de uma pessoa qualquer, cada vez mais comum na Galiza.

novembro 2011

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2 Responses to Quotidiano

  1. Pingback: Valentim Fagim: Quotidiano

  2. Eu says:

    e também no estrangeiro, grande ferramenta de procrastinar no trabalho o chuza ,logo toda-las manhas e noites o TV Tuga onde tes todo-los canais em galego-português juntos. Logo jantar no português do lado da casa, e bebendo um licor beirão tentar e dar-lhes o eterno discurso de que não me entendem porque aprenderam castelhano de supeto, é repetir o monótono discurso histórico que nunca acreditaram. Aqui não existe o minho , é onde te das de conta que em vilas com uma grande comunidade portuguesa mistura-se coa galega de forma natural , numa vila pesqueira chamada Cuxhaven ate encontras um centro espanhol (onde tenhem banda de gaitas e plantam cruzeiros nas ruas) que leva-se a morte cos do centro galego ( sem banda de gaitas porque lha roubaron os do espanhol..), que a sua vez está o lado do centro portugues. Ou em Hamburgo onde atopas dentro do bairro português o Meson Galicia ou um restaurante português chamado : O Galego. Um dia qualquer na Galiza exterior…

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