Estaçons de Comboio

Comboio Vigo-Santiago. Um homem e umha mulher por volta dos 60 anos vam a conversar. Tinham subido em Vigo e acabarám por descer em Ponte Vedra. A conversa flui sobre o comboio e as diferentes estaçons da rede galega. Ambos discursam num castelhano mui genuíno com umha ressalva. Quem fornece mais informaçons é o homem, que recolhe o seguinte hábito: quando se refere às estaçons citadinas (Vigo, Ponte Vedra, Santiago) usa o castelhano mas quando fala das paragens mais pequenas (Guilharei ou Cesantes) recorre ao galego.

Para esta pessoa, e sabemos nom é um caso isolado, o dialeto de Burgos (diga-se castelhano) tem umhas associaçons e o da Galiza tem outras. O esquema nom é mui diferente das cores do cabelo, o tipo de automóvel ou o celular (antigamente era mais o relógio).

Assim sendo, há paragens mais interessantes do que outras mas tudo depende das pessoas que pegarem no comboio.

Há pessoas que nom descem em certas estaçons porque acham serem um problema e que deveriam ser eliminadas da linha porque som um atraso. Para outras pessoas, polo contrário, som a quinta essência que justifica a existência de toda a rede. Há outro grupo a julgar que as estaçons devem ser conservadas como uma peça de museu: ver mas nom usar. Por fim, estám os que se sentem afortunadas porque o comboio leva-nos a lugares distantes que nom aparecem no mapa oficial. Como o vives tu?

Outubro 2011

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