Convencer e vencer

O plano inicial era intitular o artigo de C.V e fazer um jogo de ideias com Currículo Vitae. Ora, como ainda lembrava as queixas do diagramador do NOVAS, Manuel Pintor, relativamente a tantos títulos com siglas (U+I ou I+U, I+P) simplesmente desistim. Seja dito de passagem que nom me ocorria nada ao respeito.

Convencer e vencer. O lingüista norte-americano George Lakoff tem advertido que umha das razons das derrotas eleitorais da esquerda derivam de umha fé: os eleitores votam em funçom dos programas eleitorais e das propostas específicas dos candidatos quando realmente as decisons baseiam-se «nos valores, a capacidade de transmitir, a autenticidade e a confiança». A deusa razom.

O reintegracionismo, tenha sido defendido por pessoas da ideologia que fosse, tem tido umha fé similar. Possuidores da razom, nom poucas vezes limitávamos a nossa acçom ao argumentário e ao debate, um debate compulsivo até. Lembre-se a atinada Lei do Berto: “A medida que umha discusom online em galego sobre qualquer tema avançar, a probabilidade de se mencionar o reintegracionismo/isolacionismo achega-se a 1”.

O esquema vem ser, mais ou menos, lançar umha enxurrada de argumentos e ficar à espera que algumha cousa aconteça. Às vezes acontece, dou fé, mas a paisagem continua mais ou menos na mesma.
Talvez chegasse o feliz momento de pensar menos em convencer e mais em vencer. E isto é outro filme.

Dezembro 2009

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