I + U ou U + I

A língua é, entre outras cousas, um produto colocado num mercado. Pola sua natureza de produto está chamada a concorrer com produtos similares, e mesmo que exista a possibilidade de nom gostares de esta perspectiva, o certo é que tu, como eu, como todos nós, vendemos o produto, dia sim, dia também. O simples facto de o utilizar em todos os âmbitos possíveis, mesmo naqueles em que nom é habitual, é já umha forma de marketing.

Tradicionalmente, a forma de vender o produto foi a sequência I + u. Vamos deixar o “u” em minúsculo para ser fiéis à realidade. IDENTIDADE + utilidade. Um dos slogans utilizados para promover o uso da nossa língua tem sido e ainda é: falemo-la porque é a nossa! Nom por acaso a palavra slogan procede de um grito de guerra gaélico -slaugh-ghairn- usado polos antigos clans para lutarem pela preservaçom do grupo.

Tá certo, o slogan tem o seu nicho de mercado. A mim valeu-me no seu dia. Ora, se formos sinceros, devíamos reconhecer que a maior parte do mercado nom liga assim muito para ele. Que se fai quando o cliente nom compra? Alguns publicistas dizem: dar-lhes a razom e depois matizar.

Assim sendo, o tal I nom é assim tam importante, o que dá jeito é o U, de UTILIDADE. Polo facto de seres galega, polo facto de seres galego, tens as portas abertas à umha língua presente em três continentes e à potência mundial em que se vai tornar o Brasil. O slogan pode ser: Só por nasceres onde nasceste. Todas gostamos dos presentes, nom é?.

Novembro 2009

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