Rádio Kalimera

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Era 1999, era uma rádio livre, a Kalimero, e quatro amigos: o próprio, Pichel campos, Paulo Lamas e Raquel Miragaia.

O nome do programa já dizia tudo, ou quase tudo. Arde Medúlio queria ser uma pancadinha no Statu Quo linguístico com as ferramentas da dialéctica e do humor.

Sirva como mostra este fragmento.

A primeira voz, a menos radiofónica, é a minha. A voz feminina é a da Raquel Miragaia, agora sucedida escritora. O malandro que representa o papel de Alberte Glosa, falando com uma camisola tapando a boca é o Pichel Campos, empresário informático. A outra voz masculina, a mais radiofónica, é a de Paulo G. Lamas, o que mais rápido mordeu o esquema de todos nós e que levou o seu reintegracionismo a morar em Lisboa e a casar com uma moça portuguesa.

Seleccionei este trecho porque cada vez que o passo, assaltam-me recordações muito cálidas e rio bem à vontade. Trata-se de uma entrevista com Alberte Glossa, presidente de Tradutores com Fronteiras, cuja obra prima é a tradução para “galego” de Veronika Decide Morrer, do Paulo Coelho. Na audição passamos trechos contrastados do original e da “tradução” para fazer notar um dos muitos absurdos que envolvem a questão linguística na Galiza, e dialogamos com o Alberte Glosa, um prometedor empresário que enxerga na criação de línguas a partir das já existentes, uma magnífica possibilidade de lucro.

A banda sonora é da já infelizmente desaparecida Psicofónica de Conxo.

Aqui está o a gravação.

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