Professor de Português

A paixão pola docência já vem de atrás. Com 12/13 anos dava aulas aos meus dous irmãos durante o verão e depois os examinava, lá para finais de Agosto, com boletim de notas, e tudo.

Estudei História e um ano depois compartilhei as minhas energias cerebrais com Filologia galego-portuguesa. Língua e História, um perfil clássico nos arquitetos e os operários nacionais, não dá para se enganar.

Comecei a lecionar perto da Palavra Perduda, num estrutura educativa possuiam, e possuem, os Franciscanos. O máximo responsável, o Padre Honrrubia, ficou chocado quando cheguei ao seu gabinete com um projeto de lecionar… português. Mas o certo é que nos dous anos que estivem no centro, sempre houvo duas turmas para espanto do pessoal.

Também dei aulas em coletivos sociais, por exemplo no local da CNT ou em Rádio Kalimera. Neste último caso guiou-me não só a sede docente como a vontade de seduzir uma kalimera (mas não apareceu)

Em 2002 recebo um telefonema da Conselharia de Educação. Uma senhora com um voz desagradável torna aquele dia um dos mais gratos da minha vida: telefonam-me para fazer uma substituição em Ourense.

E de aí até hoje.

Dar aulas a adultos, que assistem às aulas com vontade de aprender, é um enorme privilégio. Entre o docente e a turma dá-se uma dança que se resume entre eu dou, tu dás, eu dou mais, tu também até chegar um momento em que não está claro quem iniciou o baile.

Nestes anos tenho conhecido centenas de pessoas e, não é parcialidade, os alunos e alunas de português costumam ser dessas pessoas com curiosidade, a navega contra o vento do pré-conceito.

Do departamento guardo um lembrança calorosa do amigo Corredoira, com quem compartim não só a docência como duelos no Age of Empires, ou o amigo Filipe Presas, atual presidente de DPG.

Este ano 2008/9 levei por vez primeira um blogue, lusOUfonia.

lusoufonia

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