Livreiro

palavra-perduda

Aconteceu assim. Tinha 25 anos, acabara Filologia galego-portuguesa, era ali por Junho. Fum até a livraria Couceiro, pola qual sentia fascinação, pedir emprego para o Verão. Dixeram-me que não ia dar porque só com os filhos já tinha empregados os bastantes. Fiquei amuado, cheguei a casa, deitei-me no sofá e pensei, bom, por que não monto uma livraria?

Falei com o amigão Paulo Lamas e lá pegamos na rota. Pensei no nome a Palavra Perduda porque na linguagem moderna queria dizer verso livre. Bom, sei, é um bocado pretensioso mas abrir uma livraria em português na Galiza não é assim muito comum. O logótipo foi encomendada a Imaxin Software.

Aos dous anos juntou-se a nós Emílio Lebom, distribuidor de livro português no Reino e mudamos de local, para a rua Pelámios, onde está hoje.

Ser livreiro, é certo, tem assim uma áurea de misticismo importante mas, não vos vou enganar, é um trabalho sacrificado onde a margem de lucro é escassa, 25-30% e as exigências muitas. Como a mística alimenta a alma mas não o corpo, ao cabo de três tomei a feliz decisão de dedicar-me ao ensino mas essa já é outra história.

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