Eros ou Filologia?

B. é um meu aluno de 17 anos. Segundo um inquérito que se fijo no seu centro educativo, é um dos quatro alunos galego-falantes que existem na sua idade. Em breve terá de fazer o seletivo para estudar uma carreira, e a sua opção primeira é Filologia Portuguesa.

Recentemente, a sua turma passou um fim-de-semana no Porto, com atividades diurnas e noturnas. À noite fomos aos Maus Hábitos, um local que tenho o bom hábito de frequentar. Aí os sentidos de B. ficaram presos na garotada feminina. Não admira. É provável que volte ao Porto, é provável também que acabe nos Maus Hábitos e, como tem jeito, é provável até que curta com uma rapariga da cidade invicta.

Nos anos 80, o reintegracionismo criou um dos produtos que melhor funcionou nessa década, o Estudo Crítico. Fomos muitos os que através dele aprofundamos nas contradições do galego ilg-Rag. E, no entanto, visto do momento presente, tem até um ar de relíquia, assim como um manuscrito para mentes esquisitas, aos estilo do Nome da Rosa.

Estas duas estratégias, a inteletual e a relacional sempre têm convivido entre nós, às vezes amavelmente, outras nem tanto. Seja lá como for, na minha biblioteca tenho vários exemplares do dito Estudo, mas não consigo desfazer-me deles.

É melhor curtir.

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